Inteligência Emocional

Reconhecendo o outro: o poder da empatia

A empatia é a capacidade que te permite colocar-se no lugar do outro e sentir emoções que não são suas, mas que não devem ser ignoradas, à medida que são importantes em todas as relações interpessoais, das mais íntimas até as mais superficiais.

Quem desenvolve a Inteligência Emocional é capaz de reconhecer alguns sinais elementares da empatia, como tom de voz, bom ouvido, aceitação às diferenças e atenção aos assuntos do outro, ainda que não interessem a você, dentre outras atitudes.

É uma via de mão dupla: a empatia necessita da inteligência emocional para existir, e a inteligência emocional requer empatia para estar completa.

Existem três tipos de empatia são importantes para essa habilidade:

  • empatia cognitiva, a capacidade de entender o ponto de vista de outra pessoa;
  • empatia emocional, o talento de sentir o que o outro está sentindo;
  • e preocupação empática, a habilidade de perceber o que o próximo precisa de você.

O modo como interagimos com o mundo retrata a forma com que lidamos com nossas emoções, e como é nosso diálogo interno.

Se você critica muito os outros, não tem paciência ou tolerância com os que convive ou cobra muito em suas relações, certamente trata a si próprio desta mesma forma, e isso se reflete em sua interação no dia a dia.

Como colocar em prática

Para desenvolver empatia você precisa passar por um processo parecido com o que relatei neste post, onde analisaremos nossos sentimentos como um todo. 

No quadro abaixo você irá escolher pessoas (seja do seu círculo pessoal ou profissional) para entender suas emoções.

Em uma coluna, avalie a capacidade da pessoa em cada habilidade (se é (B) baixa, (M) média ou (A) alta) e a frequência com que ela é praticada.

Reconhecendo seus sentimentos diante as pessoas

Além do ambiente e da rotina, o convívio com as pessoas é um grande desencadeador de sentimentos. Vamos começar a reconhecê-los?

Liste as 6 pessoas com quem você mais convive e analise, durante uma semana, os principais sentimentos que elas te causam.

Novamente, não se esqueça de identificar a situação e qual emoção você teve.

Depois, ao final da semana, você irá responder a essas perguntas:

Observando sua semana, quem lhe causou mais sentimentos negativos? E por que?
Percebe algum padrão?
Como você pode criar mais oportunidades para sentir suas emoções positivas diante destas pessoas?
Você reconhece, nas situações, o que as pessoas desencadear tal sentimento?
Analise o grau de adequação da forma com que você expressa diversos sentimentos. Há alguma mudança que você gostaria de fazer? Como você pode criar novos padrões para expressar seus sentimentos?

Como isso vai te ajudar

Ao desenvolver a empatia você terá mais capacidade de discernir as emoções dos outros, com base em pistas situacionais e expressivas que tenham algum grau de consenso cultural quanto ao seu significado.

Os benefícios não são sentidos apenas por quem convive com uma pessoa empática: na verdade, essa habilidade torna melhor a vida de quem se dispõe a cultivá-la em suas relações, impactando positivamente o seu bem-estar.

Na família, a convivência torna-se mais leve. Graças à tolerância para lidar com as diferentes personalidades, a pessoa empática desfruta de paciência e apoio no relacionamento familiar.

Nos estudos ou no ambiente profissional, por saber compreender os diferentes pontos de vista, quem tem empatia consegue expor melhor suas ideias sem invalidar a contribuição de cada colega, alcançando êxito no trabalho em equipe.

No relacionamento com os amigos ou parceiro/a, o cultivo dessa habilidade fortalece a confiança. Estando mais confiantes, as pessoas se abrem mais e conseguem forjar laços pautados pelo respeito à verdade do outro, favorecendo a perenidade das relações.

Quanto mais é praticada, mais os efeitos positivos da empatia se multiplicam sobre as diferentes áreas da vida. E, por se tratar de uma habilidade, tudo será uma questão de disponibilidade para o aprendizado, sendo que, quanto antes as lições começarem, melhor.

Conta nos comentários o que você achou dessa prática 😉

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