Criatividade

Criatividade é coisa de artista. Quem disse?

O ser humano é um animal criativo. Ponto. Ele consegue analisar, resolver, tentar, solucionar, criar. Basta olhar pelo retrovisor da história para ver o tanto de coisas que já criamos – e o futuro parece bem promissor para quem não se acomoda.

O primeiro passo para fazer fluir é desconstruir a visão que nos deram sobre criatividade ser coisa só de artista, de quem “já nasceu com esse dom”. Criatividade não é um dom! É uma habilidade humana, impressa em seu DNA, que pode ser constantemente desenvolvida e aprimorada.

Por isso, se você já se viu pensando “ah, eu não sou criativo”, viemos te avisar que, sim, você nasceu criativo. Ou seja: no máximo, você não está criativo hoje. E isso pode mudar.

Quer ver como?

Vamos voltar à sua infância.

Você lembra o quão curioso era? Quais brincadeiras você gostava mais?

Naquela época, os filtros sociais da vida adulta ainda não tinham nos alcançado. Por isso, nosso impulso criativo estava na máxima potência. Ao longo dos anos, com tantas regras e bloqueios, acabamos matando a nossa criatividade.

É só ver o exemplo desta resposta aqui:

Ela está errada pela visão do padrão de resposta que a professora esperava receber, mas não deixa de ser totalmente criativa, já que a criança conseguiu representar um ser “não vivo”.

Vamos à prática!

E aí, deu saudades da infância?

Seus problemas acabaram: nesta primeira prática vamos acionar a nossa criança interna e instigar o autoconhecimento!

Ela está dividida em duas partes:

Um gráfico da sua vida

Você vai pegar uma folha de papel, de preferência A4, pois vamos utilizar boa parte do espaço, e vai traçar uma linha horizontal sinalizando um canto como NASCIMENTO e outro canto como ATUALMENTE.

Você precisa pensar na sua vida como um todo e relembrar quais são os marcos dela. Sejam fracassos ou acertos, começo de namoro ou fechamento de empresa, o dia em que você pagou um mico gigantesco na escola… não se esqueça de pontuar se houve algum marco criativo na sua história!

Relembre tudo isso e coloque na linha do tempo. 🙂

Uma visita a infância

Agora vamos voltar lá na infância e início da adolescência. Na primeira parte, escreva 4 ações que faziam nessa época e quais adjetivos você estava acostumado/a a ouvir ao executar essas ações.

Olha o exemplo:

Eu adorava roubar camisetas dos meus irmãos mais velhos e inventar novas roupas.

Me chamavam de ESPERTA, INTELIGENTE E CRIATIVA.

Depois, reflita sobre quais habilidades você estava desenvolvendo ao executar aquelas ações.

Enquanto eu criava algum modelo de roupa, eu estimulava a minha criatividade e, quando precisava explicar para alguém o porquê daquela roupa, eu estimulava minha persuasão.

O que essa prática vai te agregar

E aí, como foi realizar estes dois exercícios?

Lembrou que a sua criatividade estava nos mínimos detalhes e que não existia julgamento sobre ela?

O reconhecimento de que você já fez algo criativo vai desmistificar a ideia de que criatividade é algo somente para artistas, inventores e publicitários. E, principalmente, vai valorizar seus feitos criativos.

Precisamos reativar a nossa criança interna, que é curiosa por natureza. Elas exploram, perguntam e querem entender, então faça o mesmo sempre!

Sabe quando dizem que é preciso ouvir a voz da criança que fomos para nos tornar adultos felizes? É verdade esse bilete. 😉

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