Carreira

Trabalho e felicidade andando juntos, sim!

Num primeiro momento parece que tem alguma coisa errada com o título desse texto, mas eu não me confundi, pode ter certeza. Eu sei, e eu também já acreditei que unir trabalho e felicidade era impossível. Mas não deixe que ninguém te derrube: é possível ser feliz de muitas formas diferentes!

Tá bom, tá bom, eu imagino que você não deva estar acreditando muito nisso, mas eu vou tentar te explicar.

O primeiro argumento que podemos analisar sobre felicidade é que a maneira mais fácil que temos de medir algo é fazendo comparações. Ou seja, o escuro só existe para quem conhece o claro e o desequilíbrio é real para que um dia já se equilibrou. Portanto a forma mais fácil que você tem de identificar e reconhecer a felicidade quando ela chegar é, se um dia (mesmo que tenha sido apenas um único diazinho), você já tiver sido infeliz.

Isso quer dizer que mesmo que você não goste do seu trabalho e acredite, jure ou tenha a mais absoluta certeza que ele só te traz infelicidade, você não abandone a ideia de que para um dia ser feliz na vida você precisa essencialmente passar pela infelicidade. Então, se esse é o seu caso, você será uma daquelas pessoas que não terá dúvidas que chegou sua vez quando a felicidade bater à porta.

Caso você ache que seu trabalho merece uma chance ainda que não esteja lhe fazendo muito bem nos últimos tempos, faça mais uma tentativa, tente olhar as suas funções com outros olhos ou a partir de outro ângulo. Com certeza deve ter algo de positivo porque poucas situações são essencial e totalmente negativas.

Outro ponto que você pode explorar é que uma das principais causas de tentativas (frustradas) de suicídio é a sensação de inutilidade social. Explicando bem simplificadamente temos o seguinte caso: alguém não se sente útil, relevante ou importante na sociedade e por isso não vê mais sentido na sua vida, apenas na morte e tenta acabar com a própria vida. Calma, calma. Só estou trazendo isso à tona porque comumente o trabalho é a principal forma através da qual nós entendemos nosso papel no mundo e é através dele que vemos nossa contribuição se tornar relevante para algum fim determinado. Mesmo que você atendente de uma das redes de fastfood famosas por serem ambientes hostis para funcionários, você pode pensar que está proporcionando um prazer para alguém que adora a comida que o restaurante oferece. SEMPRE há algo positivo, é porque alguém gosta do produto ou serviço que a empresa oferece que ela continua existindo!

Não nos cabe aqui questionar qual é o objetivo de cada um, se seu trabalho realmente é útil, se você faz a diferença no mundo de verdade, nem nada disso, até porque cada indivíduo tem a sua história, suas necessidades e suas crenças. Porém é um fato que o trabalho ocupa boa parte do nosso tempo, portanto se esse tempo for investido em algum projeto incrível, você está de parabéns. Se com o seu trabalho você consegue pagar as contas ao final do mês também é uma grande vitória, afinal mais de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza e você não está entre eles.

Você ainda não está convencido, né? Se estivesse acho que já teria abandonado esse texto e ido aproveitar sua (recém descoberta) felicidade.

O que realmente importa

Bom, então dessa vez eu vou te passar uma fonte segura. Pesquisadores de Harvard vem estudando a felicidade há algum tempo, eles estudaram 724 homens ao longo de 75 anos, e o que eles concluíram é que o que realmente importa, o que realmente, profundamente e verdadeiramente nos faz felizes são nossas relações interpessoais.

Com isso fica claro que você pode ter o emprego dos sonhos (dos seus sonhos, claro) e ainda assim não necessariamente será feliz.  E o mesmo se aplica ao dinheiro, aos bens, aos conhecimentos, nada que nós possamos acumular está diretamente relacionado a felicidade. A única coisa que realmente importa e que é de fato determinante é a qualidade relações interpessoais.

Para mim só essa informação basta para entender que por mais difícil que seja nosso cotidiano, a felicidade mora em outro lugar. Meu objetivo não é que você fique em um emprego que te faz infeliz, mas que você possa se tornar um pouco mais feliz sabendo que não é o seu ganha-pão que será o responsável por fazer sua vida melhor, o único responsável por isso é você. É você que escolhe onde focar sua energia e seus esforços.

Se eu ainda não te convenci, acho que o Dr. Robert Waldinger, pesquisador de Harvard, pode te ajudar nesse TED em que ele explica o estudo que realizaram:

Eu realmente quero que você termine esse texto com a ideia de que você pode ser feliz, portanto minha última cartada é que quanto mais bem fazemos a outra pessoa mais estável é nossa felicidade. Foi realizado um estudo em que deram dinheiro para um grupo de pessoas comprarem alguma coisa para si mesmas e avaliaram quão felizes elas estavam antes, logo após e uma semana depois da compra. Com isso constataram que houve um pico de felicidade logo após a compra, porém o nível uma semana depois já estava muito próximo ao anterior ao consumo.

Ao mesmo grupo de pessoas foi dado um certo valor para que eles gastassem com qualquer outra pessoa. Uns doaram, outros compraram presentes para pessoas próximas, outros comprar comidas e as doaram. Enfim, o foi descoberto após as mesmas medições foi que também houve um pico, a diferença é que uma semana depois os níveis de felicidade ainda estavam mais elevados do que antes. Com isso conclui-se que fazer algo por outra pessoa nos faz muito mais felizes do que fazermos apenas por nossos mesmos.

Se ainda não estiver convencido, deixa um recado aqui embaixo contando um pouquinho do que mais podemos fazer para ser feliz.

E aí, vamos ser felizes?

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