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Quais são as regras de marketing para a Copa do Mundo?

Se você presta um serviço ou tem produtos que podem se beneficiar de eventos esportivos, como a Copa do Mundo, para gerar receita, é importante lembrar que os organizadores desses eventos estabelecem uma série de regras para que eles sejam citados por aí.

Afinal, nomes como “Copa do Mundo”, “Copa do Mundo 2018”, “Rússia 2018” e “Fifa” são marcas registradas, o que significa que, para utilizá-las dentro de determinados contextos (principalmente de vendas) é preciso ser um patrocinador. Caso contrário a propaganda pode ser considerada uma infração e multas podem sem aplicadas.

Para que  sua empresa não corra riscos de escorregar na comunicação enquanto esperamos a próxima Copa, fizemos aqui um resumão das regras da Fifa para a utilização de seus nomes e/ou produtos em situação empresarial. Na dúvida, melhor pecar pela omissão do que pelo excesso.

#1 Uso de marcas da FIFA

Considerada ativo intelectual da Fifa, a Copa do Mundo e todas as suas marcas, incluindo Copa do Mundo, Rússia 2018 e outras, são de uso exclusivo de quem as registrou e de seus patrocinadores.

Por isso, se sua empresa não tem os direitos de uso dessas imagens, melhor não arriscar colocá-las na página do Facebook, seja em post orgânico ou patrocinado. Também não é prudente imprimir as imagens para colocar nos pôsteres de divulgação do bar que você administra.

São algumas das palavras de uso exclusivo da Fifa ou seus patrocinadores:

  • Copa do Mundo da Fifa Rússia 2018
  • Fifa;
  • Copa do Mundo;
  • Copa 2018;
  • Rússia 2018.

Note que a palavra “Copa”, sozinha, pode ser usada em informes publicitários – mas, se houver o ano 2018 na sequência, já está utilizando uma marca registrada. É preciso ter atenção aos detalhes para não escorrer.

E, nas imagens, são de uso exclusivo da Fifa ou seus patrocinadores todos os designs oficiais, registrados ou não, com direitos autorais de obras artísticas, tais como:

  • Emblema oficial da Copa do Mundo
  • Pôster oficial
  • Mascote
  • Troféu
  • Tabela de Jogos
  • Identidade Visual das Competições

Todas as palavras e designs da Fifa podem ser utilizados livremente para fins editoriais de materiais jornalísticos, mas não podem – e não devem – ser inseridos em nenhum contexto publicitário de não-patrocinadores. Essa infração pode levar a empresa a ser acionada pela Fifa na justiça, e a gente sabe qual é o lado forte dessa corda…

#2 Marketing

Se você tem um perfil bombando no Instagram e quer sortear um iPhone para comemorar a Copa do Mundo, saiba que isso… está proibido.

Isso mesmo: quem não for patrocinador da Fifa não pode realizar ações promocionais vinculadas ao campeonato da Rússia. Isso porque a organização entende que sua empresa pode se beneficiar da visibilidade de um evento como esses para atrair atenção para si própria, no que eles chamam de “marketing de emboscada”.

Em linhas gerais, é como se eles fizessem todo o trabalho de montar um mega evento para que você, simplesmente, pegue o nome e atraia gente para dentro da sua loja.

Isso, é claro, não impede que você faça promoção de três cervejas pelo preço de duas, em dias de jogo do Brasil, no seu barzinho. Mas tentar vincular as marcas que citamos ali em cima com vendas diretas ou indiretas de produtos ou serviços é arriscado, principalmente no mundo digital, que deixa muitos rastros.

#3 Falsificação de Produtos

Apenas os patrocinadores podem comercializar camisas comemorativas da Copa do Mundo, pelúcias, chaveiros, chinelos, ingressos e o escambau. Se a sua empresa não estiver patrocinando, não faça por conta própria a réplica desses produtos, pois é considerada falsificação e pode te dar a maior dor de cabeça.

Quer fazer artesanato comemorativo para ganhar um dinheirinho? Faça isso com signos que não infrinjam as regras da Fifa, como usar uma bola de futebol, a silhueta de um jogador “anônimo” (identificar a camisa do Neymar pode causar problemas com a marca do jogador), enfim, solte a criatividade sem usar as imagens oficiais da Copa ou suas marcas registradas.

#4 Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira e todas as suas marcas registradas não pertencem à Fifa, e sim à CBF. Portanto, se quiser falar de seleção durante a Copa, a bênção tem que ser pedida em outra instância.

Em linhas gerais, as regras são as mesmas. A palavra “seleção”, por exemplo, pode ser utilizada em publicidade, enquanto “seleção brasileira” pode complicar. Usar o emblema do Brasil, da CBF e de patrocinadores, como a Nike, dispensa comentários: tá tudo proibido, seja em peças virtuais, folders ou na réplica de camisas e outros produtos comemorativos.

Se você não for patrocinador da seleção, use as regras da Fifa como guia para a sua publicidade durante a Copa.

Essa foi a forma mais resumida que encontramos de te mostrar que o melhor a se fazer para tirar proveito de um evento esportivo sem parar na justiça é usar a criatividade para linkar seu produto ou serviço à ocorrência do fato.

Se tiver mais alguma dúvida sobre a utilização das marcas da Copa para fins publicitários, deixa aí nos comentários que a gente pesquisa junto ou entra em contato com a Profissas!

Comentários (4)
  1. Marcio disse:

    Oi, Laís! Parabéns pela excelente matéria sobre as regras de marketing da FIFA. Estou procurando a lista completa com as palavras de uso exclusivo da FIFA. Pode me ajudar?

    1. Lais Menini disse:

      Oi, Márcio!

      Acho que não existe uma lista completa. No site da FIFA eles dividiram as proibições por área, veja se te ajuda: http://www.fifa.com/about-fifa/marketing/brand-protection/intellectual-property.html

  2. Edinei disse:

    Excelente conteúdo, Laís! Parabéns!

  3. Fontelles disse:

    Interessante conteúdo, apenas não temos uma fonte segura que determine que estas regras são vinculativas, são apenas interpretações da FIFA sobre o que entende sobre sua propriedade intelectual

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