Empreendedorismo

Kit Freelancer: Modelo de contrato, proposta e fluxo de caixa

Comece a se organizar agora mesmo!

Ninguém nasce sabendo ser freela: dar um salto autônomo na sua trajetória significa viver e aprender cada passo dessa jornada. Contudo, ninguém disse, também, que é proibido dar uma mão a quem está começando. E é por isso que montamos esse kit freelancer que você lê abaixo.

Pela nossa experiência, sabemos que a maior parte das dificuldades na vida de um freela diz respeito ao orçamento ou proposta, modelo de contrato (quando o negócio é fechado) e fluxo de caixa, quando o “você-empresa” (MEI, CNPJ de micro ou até mesmo o CPF) começa a fazer dinheiro.

Se sua vida de freelancer está desorganizada – o que é bem normal no início – ou prestes a começar, anote as dicas abaixo para virar o jogo do empresariado completamente a seu favor.

#1 Fazendo a proposta

Quando um potencial cliente te pede um orçamento para o serviço que você quer executar, leve sempre em consideração o seu modelo de negócios na hora de desenhar uma proposta.

Às vezes, essa dica é literal: se você é publicitário ou ilustrador, por exemplo, pegar um modelo de proposta quadrado do Google não vai mostrar todo o seu potencial. Recentemente ouvi um relato de um amigo dizendo que pediu um orçamento de um facilitador gráfico (o profissional que fica desenhando as coisas que você explica, ao vivo ou em vídeo) e ele mandou o orçamento… desenhado em um guardanapo. Com todas as explicações do que seria feito.

Tem jeito de chamar mais a atenção, se tornar memorável e, ainda, mostrar a que veio do que com uma proposta que tenha a ver com o que você oferta?

Tem jeito de chamar mais a atenção, se tornar memorável e, ainda, mostrar a que veio do que com uma proposta que tenha a ver com o que você oferta?

Se sua área de trabalho não permite tanta criatividade, o jeito é ser objetivo, focado e muito claro na proposta a ser enviada. Ela precisa conter uma descrição da demanda (até mesmo para que o próprio cliente entenda se ele foi claro em seu pedido), o produto que você vai entregar (contendo todas as informações possíveis, para que o que está sendo acordado tenha todos os detalhes e não permita duplas interpretações) e, sempre que possível, as fases do projeto e o cronograma de entregas.

No fim, anuncie o investimento proposto. Se seus clientes vão chorar um desconto, conte com isso antes de enviar o orçamento: coloque uma gordurinha que seja passível de negociação ou facilite o pagamento.

Outra possibilidade é informar, no próprio orçamento, que não existe a possibilidade de o valor ser negociado. Mas, aí, é possível que alguma porta se feche durante o processo. Cabe a você entender se essa é uma saída viável ou não.

De qualquer forma, nosso kit está aqui para isso! Você vai encontrar todos os detalhes no material para download! 😉

#2 Fechando o Contrato

Já falamos no texto para ser levado a sério como freela que o contrato é uma parte muito importante desse tipo de trabalho, já que ele tira o projeto do acordo verbal e leva para o formal, através de um documento que pode, inclusive, ser protestado na justiça.

Aqui, não dá muito para ser criativo: é preciso que as cláusulas detalhem tudo o que foi acordado entre as partes e coloque no papel os custos do trabalho, as formas de pagamento, o endereço e os dados de quem assina o contrato.

Não é preciso falar juridiquês, desde que o contrato seja formal e tenha objetivos bem definidos. Isso serve para proteger ambas as partes, tanto você quando o cliente.

#3 Atualizando o caixa

Para quem não está acostumado a mexer com finanças, essa é a parte mais dolorida da vida de freelancer. Fazer fluxo de caixa pede concentração, organização e foco para que os dados corretos sejam contemplados no documento final de cada mês.

Afinal, é dinheiro – e perder dinheiro não é uma opção viável.

Para essa finalidade, não há um modelo específico: tudo vai depender de como você se sente mais confortável ao compilar dados. Há quem goste mais do Excel, a quem faça tudo no Drive e tem gente que faz fluxo de caixa no papel, como antigamente. Tudo certo, desde que as regras básicas para um bom fluxo de caixa sejam respeitadas em qualquer software ou livro.

E quais são elas?

  1. Anotar todas as despesas, tais como pagamento de fornecedores, de luz, de internet, de telefone, de impressão de materiais, etc.;
  2. Anotar todos os faturamentos, ou seja, absolutamente tudo o que você ganha dos clientes, sem os descontos;
  3. Colocar em uma tabela as saídas de dinheiro, seja para pagar alguma despesa que não foi prevista anteriormente ou para antecipar algum pagamento futuro;
  4. Estabelecer seu lucro e/ou pro-labore e definir qual é o dinheiro que vai para o caixa da empresa.

É bom lembrar que, para que seu trabalho de freela tenha algum futuro, o melhor é sempre separar o que é conta da empresa e o que é conta pessoal. Os gastos também não podem se misturar, mesmo que você seja seu único “funcionário”. Manter a pessoa física com um controle financeiro diferente do fluxo de caixa da empresa evita que as coisas se misturem em um nível em que você nem sabe mais se está lucrando ou pagando para trabalhar.

No fim das contas, se você implementar um bom modelo de proposta, de contrato e respeitar seu fluxo de caixa, a vida de freelancer tem tudo para ser um sucesso. Afinal, depois disso, só depende do seu talento para vendas e entrega de resultados manter os clientes e alavancar a empresa.

E aí, já baixou seu kit? Achou ele útil? Esperamos que faça bom uso e, qualquer coisa é só nos chamar, ok?

Bom trabalho, Profissa 😉

Comentários (3)
  1. Jhenny disse:

    Adorei ✨✨✨

  2. Renato disse:

    senha para desbloquear as planilhas?

    1. Renato Mourato disse:

      Olá, Renato, tudo bem? 🙂

      Os arquivos não possuem senha alguma. Você conseguiu abrir e usar os arquivos?

      Fico no aguardo.

      Um abraço!

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

×
Ei! Se precisar de algo, estamos aqui pra te ajudar! :)