Comunicação Não-Violenta

Com uma prática por dia, você ganha uma habilidade pra vida

Estudamos minuciosamente o que faz alguém ser realmente profissa em Comunicação Não Violenta e mostramos para você nesta sequência de 8 e-mails com exercícios e atividades guiadas. É só colocar seu e-mail aqui em baixo pra começar.

É rápido e não custa nada 🙂

Sobre a habilidade

A Comunicação Não Violenta, ou CNV, é uma linha de pesquisa desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg a partir de um questionamento pessoal profundo.

Marshall era de família judia e viveu nos Estados Unidos na década de 1940 quando o anti-semitismo ainda era forte. Ele sofreu preconceito e começou a questionar-se porque as pessoas tratavam as outras com crueldade e violência. A partir desse ponto, deu início a seus estudos em psicologia, seguindo uma linha humanista.

Marshall observou o papel da comunicação nos relacionamentos e o quanto as pessoas sofriam por conta das situações onde a comunicação não fluía de forma adequada. Rosenberg entende que nossa comunicação “tradicional” tende a ter elementos de violência no momento em que nega sentimentos, faz inferências inadequadas e não proporciona um entendimento mútuo entre os sujeitos.

“Na minha experiência, repetidas vezes pude ver que, a partir do momento em que as pessoas começam a conversar sobre o que precisam, ao invés de falarem do que está errado com as outras, a possibilidade de encontrar maneiras de atender às necessidades de todos aumenta enormemente”, disse ele.

Na comunicação não violenta, mudamos o foco do problema para a solução.

Além disso, a CNV também leva em conta nossos sentimentos: ao partirmos desse lugar, conseguimos nos conectar no impacto que causamos no outro e, a partir desse feedback, recalcular nossa forma de agir e nos comunicar. Para todas as relações, poder falar é extremamente valioso: ao acolhermos o sentimento do outro, também acolhemos o nosso.

Marshall comenta que nosso vocabulário de palavras para julgar os outros costuma ser maior do que o usado para descrever claramente nossos estados emocionais. Isso nos conecta à necessidade de estarmos conectados conosco antes de julgar o outro. Portanto, a escuta sem julgamento é outra premissa da CNV, sendo o que o filósofo indiano J. Krishnamurti trata como “observar sem avaliar”.

Esta habilidade é essencial para

  • Todos aqueles que gostariam de ser compreendidos pelos seus sentimentos e pensamentos, seja em suas relações profissionais ou pessoais.

Quem é referência nessa habilidade

Ayrton Senna
Ayrton Senna
Piloto de F-1
Gisele Bündchen
Gisele Bündchen
Modelo
Barack Obama
Barack Obama
Ex-presidente dos Estados Unidos
Emma Watson
Emma Watson
Atriz
Malala Yousafzai
Malala Youssef
Ativista

Por que é importante atualmente?

Quando nos comunicamos, nosso maior desejo é sermos compreendidos. Porém, por vezes não nos damos conta do quanto a comunicação é uma arte. Nem sempre estamos sendo compreendidos, pois não sabemos o quanto a mensagem está chegando de maneira correta e com a intenção certa a nosso interlocutor.

Mesmo que sem intenção, podemos ser rudes ou, até mesmo, violentos na maneira como usamos nossas palavras. E aí, mais uma vez, a sua escolha e a maneira como decidimos estruturá-las para nos comunicarmos é chave da assertividade. O mesmo pode acontecer no sentido inverso: a maneira como alguém nos comunica nos toca de maneira negativa – ou violenta – e queremos sinalizar que gostaríamos de um outro tipo de tratamento.

No início, a arte de relacionar-se com o outro, estando atento consigo e com o outro, parece algo super complexo. Mas, com o passar do tempo, é como qualquer prática: vai ficando natural e, por ser agradável, acabamos querendo que essa seja “A” forma “oficial” de comunicação.

A grande inspiração da metodologia de CNV é a não-violência, bandeira defendida por Mahatma Gandhi. Então, muito mais do que se prender numa técnica, a proposta é gerar a consciência sobre como nos comunicamos para que possamos nos expressar bem – sendo, assim, cada vez melhor compreendidos a partir de nossos sentimentos.

Isso significa que uma visão ampliada da CNV vai além de ser, apenas, uma técnica. Até porque a comunicação tem que fluir e ser viva; e nesse caso, muitas vezes uma técnica não ajuda muito.

Em todo mundo a CNV tem sido utilizada em diversos contextos para mediação de conflitos e tratativas políticas, mas testamos e aprovamos que ela é válida (e muito poderosa) para todo e qualquer contexto que envolve pessoas.

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