Produtividade

Gerenciamento de estresse: uma habilidade importante para os próximos anos

Existe uma diferença grande entre trabalhar muito, trabalhar sob pressão e trabalhar estressado. Às vezes, a pessoa não trabalha muitas horas por dia, e tem um cargo mais “tranquilo”, mas está estressada. Em outras, há intensa pressão por resultados, mas ao invés de sucumbir a ela, o profissional se anima e se desafia a conquistar os objetivos.

A resposta a cada uma dessas variáveis vai vir de cada um, e de como cada um percebe o trabalho dentro da sua vida.

Hoje, vamos falar especificamente sobre o estresse, condição que pode levar ao aparecimento de doenças graves, como depressão e enxaqueca, levar à ocorrência de dias de fúria e, claro, minar uma carreira que tem tudo pra dar certo.

Evitar o estresse em determinados casos pode ser difícil, mas gerenciá-lo é a melhor forma de não sofrer suas consequências em um futuro bem próximo. A soft skill chamada de “gerenciamento de estresse” é uma das que serão mais exigidas de colaboradores, líderes e empreendedores a partir de agora, justamente porque quem controla o estresse pode, também, controlar outras adversidades.

Entendendo o estresse

O estresse não é considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde, mas pode ser o causador de várias.

A condição costuma ocorrer através de uma junção de fatores que geralmente envolve más condições de trabalho, prazos apertados, pressões do chefe e a carência de enxergar valor naquilo que se está fazendo.

Às vezes alguém fala que está estressado, o que pode ser verdade ou exagero. Alguns “sintomas” de que o estresse está realmente ocorrendo podem ser mentais e emocionais, como confusão, esquecimento constante, tristeza, pânico e mudanças de humor, ou físicos, como ganho de peso em pouco tempo – ou emagrecimento muito rápido, gastrite, dores de cabeça, dores no corpo, problemas de pele, sensação de cansaço constante e até perda de cabelo.

Isso ocorre porque nosso corpo é programado para absorver os estímulos de alguma forma, e a maior parte desses eventos traz consequências corporais visíveis. Por isso o gerenciamento do estresse é uma soft skill tão importante: quanto mais nos sentimos mal, física ou emocionalmente, menos somos produtivos.

E, em um mercado tão competitivo, quem não produz bem acaba perdendo a vez.

Então, qual é a resposta para o gerenciamento de estresse? Seria simples, se fosse fácil: não ser estressado. Mas, dependendo do nosso trabalho, existem coisas que fogem ao nosso controle, e é aí que entra a capacidade de gerenciar algo que já está em curso. Se conseguirmos enxergar o estresse se instaurando e olharmos racionalmente para ele, poderemos ter mais perspectivas de derrotá-lo.

Fatores de gerenciamento de estresse

Existem algumas formas bem eficazes de gerenciar o estresse e conseguir fazer com que ele não se sinta confortável dentro do seu corpo. A primeira delas é eliminando os fatores que te causam essa condição, e eles podem ser vários.

Seus pais podem te estressar, seu cônjuge pode te estressar, a faculdade pode te estressar, o trabalho pode te estressar. Dependendo do seu nível de sensibilidade a fatores externos, até mesmo um livro pode te estressar.

Antes de tentar qualquer outra coisa, perceba e estude os fatores estressantes da sua vida e procure eliminá-los. Claro que você não vai matar ninguém pra isso: basta que consiga abrir canais de diálogo e troca com os fatores de estresse para externar sua insatisfação. A terapia pode ser uma boa aliada nesse processo, principalmente se não estiver muito claro o que é que realmente te estressa.

Outras formas de fazer o gerenciamento de estresse são:

#01 Enxergar os problemas de outra forma

Às vezes você se estressa porque acredita que seu problema é o mais cabeludo do mundo e que, por isso, nada poderia ser pior. Primeiro, acredite: muita coisa poderia ser pior. E é até bem pedante achar que o nosso problema é o maior do universo.

Ao colocá-lo em perspectiva – seja fingindo que ele não é seu e pensando em que conselho daria se alguém te pedisse ajuda, seja buscando soluções práticas para eliminá-lo – você vai perceber que ele pode ser bem menor do que aquilo que você imagina.

Eu tinha um professor de Física no segundo ano que dizia: “se seu problema tem solução, não se preocupe. Se não tem solução, é outro motivo para não se preocupar”. Só eu sei o quanto essa frase me ajudou a encarar os problemas da vida, incluindo a prova de física do vestibular. ;p

#02 Corpo são, mente sã

Taí um clichê verdadeiro: quanto melhor você cuida do corpo, menos sentirá os efeitos do nervosismo estressante. Para gerenciar o estresse, coma bem e pratique exercícios físicos, não só quando a condição aparece, mas todos os dias. Isso vai te ajudar a canalizar melhor suas energias e enfrentar períodos difíceis com mais disposição física.

#03 Tome atitudes

Não adianta ler esse texto mil vezes, fazer e acontecer na academia e colocando dentro da cabeça outra forma de pensar se o que te estressa ainda está aí, te incomodando.

Um exemplo: não gosta do seu trabalho, do que você faz e nem do seu chefe? Para que perder mais tempo de vida – e mais cabelos, e mais paciência, e mais alegria de viver – insistindo nesse emprego se você pode procurar outro que te fará mais feliz?

Uma relação tóxica, seja amorosa, familiar ou de amizade, também vai sempre te estressar; e, como você não pode matar essas pessoas (e nem deve!), a melhor coisa a se fazer é deixar essas relações de lado. Seu pai vai ser sempre seu pai, mas isso não significa que você tenha a obrigação de conviver com ele se essa figura te faz mal.

Novamente, terapia é uma ótima forma de enxergar a saída e tomar atitudes quanto às coisas que te estressam.

#04 Tenha um extra de bateria

As férias existem não é porque os chefes querem ser bonzinhos com você, e nem só porque está na lei: é porque gente estressada não produz, não agrega e acaba não sendo tão competente quanto poderia.

Por isso, na hora de tirar férias, tire férias. Não pegue outro trabalho ou faça atividades exuberantes se você precisar de um tempo pra você. O mesmo serve para quem empreende: descentralizar e tirar uns dias para ficar de pernas para o ar também é imprescindível para seu próprio sucesso.

Ninguém é, e nem precisa ser, 100% produtivo o tempo todo. Mas é justamente quando a gente se esquece do trabalho por um dia, um feriado prolongado ou um mês inteiro é que percebemos o quanto esse descanso nos dá uma reserva extra de bateria para a próxima jornada.

Lembre-se: combater todos os pontos de estresse da sua vida pode não ser fácil, mas também não é impossível. E você merece a chance de não se deixar abater por algo que nem deveria existir.

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