Criatividade

Afinal, o que é escrita criativa?

Há alguns dias lançamos aqui na Profissas nosso curso de escrita criativa. E a maior pergunta que recebemos após a divulgação dele foi:

Que p**** é essa?

E a primeira ideia nossa foi “bora fazer um vídeo e explicar isso de uma vez por todas”. E sim, fizemos. Olha só:

Espero que o vídeo possa responder essa questão – mas, como escrever é meu forte, também dei umas rabiscadinhas aqui pra gente continuar o assunto. Mesmo porque é verdade o que eu digo ali: escrita criativa é algo tão simples que, muito provavelmente, você já está fazendo isso por algum tempo e nem sabe…

Pra explicar o que é escrita criativa, começo com um exemplo: quem faz jornalismo, assim como eu fiz, aprende que a transformação de fatos em histórias se dá de maneira estruturada, através de uma técnica que chamamos de “lead”. Ela engloba as perguntas “o que, como, quando, onde e por que” e dificilmente uma notícia será bem contada se não tiver respondido a esses questionamentos.

Nada impede, no entanto, que uma matéria jornalística seja criativa, que narre a história de uma maneira diferente. Eu tenho um exemplo pra dar, do qual eu falo no vídeo, que é esse texto aqui. Para mim, um dos mais perfeitos da internet inteira, e uma verdadeira aula de jornalismo literário. Sim, existe jornalismo literário! A verdade é que, se um jornalista coloca sua criatividade no papel, as notícias viram histórias ~de verdade~, com emoção.

E eu acho que todas deveriam ser assim!

Mas, falando do mundo todo, nem todo mundo que escreve na internet é jornalista. Essa “exclusividade” de noticiar e já deixou de ser algo dos diplomados há muito tempo (ainda que uma boa matéria jornalística ainda seja capaz de desbancar muito pseudotexto que faz sucesso, mas isso é outra história).

O livro e a bula

Os textos que vemos por blogs e portais por aí não são lineares, não seguem um padrão estruturado de noticiabilidade, e nem deveriam. Afinal, nem todos são notícias. Existem milhares de tipos de narrativa e todas elas vão responder a um estímulo de escrita criativa.

Imagine o livro, por exemplo. Você deve ter um preferido. Se ele tivesse que seguir uma espécie de “narrativa pré-definida”, estruturada, ele continuaria sendo seu livro preferido? Talvez não. Como todos os livros seriam meio que iguais, o mundo seria bem chato. As narrativas são livres justamente para que os autores deixem fluir sua criatividade.

É esse o grande poder da escrita criativa: gerar empatia, fazer com que você ou se apaixone ou odeie o que está lendo. Ou se sinta completamente indiferente. Qualquer reação é bem vinda, mesmo porque ela dificilmente será a mesma em todos os leitores.

Já uma bula de remédio é um exemplo de narrativa estruturada e absolutamente nada criativa. O cientista teve a manha, foi inovador e criativo ao inventar a fórmula do remédio, mas o texto, em si, é bem técnico. A bula tem todas as informações que você precisa saber, mas você só vai ler se precisar dela, certo?

Não é como se você passasse na farmácia e comprasse remédios só pra ter uma fonte de leitura, ou estivesse em casa de bobeira e começasse a abrir todas as embalagens de medicamento só para ler o que tem dentro. Sua mãe te pega nessa cena lastimável e ter pergunta o que raios você está fazendo.

Difícil dizer, empolgadão, que tá lendo como são incríveis os efeitos colaterais daquele remédio em mulheres grávidas…

Não é assim que funciona – nem a leitura da bula e nem a escrita criativa. Mas com livros a gente não pode dizer o mesmo, né? Afinal, com livro você entra de cabeça na história, se ela for boa, e voa nas asas da imaginação de outra pessoa, que não foi egoísta o suficiente por deixar toda a magia só dentro da sua cabeça.

Sua criatividade vira um guia da nossa própria imaginação, e o leitor gosta de ser guiado – por mais que goste, também, de pensar por ele mesmo.

Imaginar enquanto lê também não é um luxo gerado só pelos livros: isso acontece com muitos outros textos da internet, escritos de maneira criativa, que nos pegam de jeito e fazem a gente passar aquele conteúdo pra frente, se engajar com ele, lembrar dele por dias… e até comentar, o que, num ambiente digital cada vez mais dinâmico, é uma grande raridade.

Resumindo…

Pra escrever criativamente você não precisa ser jornalista, assim como nem todo jornalista vai escrever sempre de forma técnica. Tem muito jornalista, aliás, que me procura pra saber como escrever criativamente, já que nem sempre é fácil sair da linearidade que a gente aprende na academia – por mais que ela seja de extrema importância, principalmente em um momento em que fake news se espalham como ervas daninhas.

Mas eu já conheci tanta gente que nunca chegou perto de uma universidade e escreve tão lindamente que preciso te contar que criatividade não é algo só pra jornalista, publicitário, tampouco algo que se aprende na faculdade. Todo mundo nasce criativo – e a diferença entre quem é e quem não é são as horas de treinamento.

Para quem gosta de escrever, uma das formas de treinar a criatividade é a escrita. Mas existem muitas outras por aí, até mesmo para desembolar uma redação, e você só precisa achar a sua.

Se precisar de ajuda, lembre-se do meu vídeo e desse textinho – e, se precisar de mais ajuda ainda, vamos nos encontrar no curso de Escrita Criativa da Profissas! Ele tem toda a introdução que você precisa para começar a ganhar dinheiro com internet e viver o sonho de desenhar palavras.

E, como eu ganho meu dinheirinho assim, posso te assegurar: isso não é “papo de guru”. Com um pouco de técnica e muita vontade de aprender, você também pode começar a pagar os boletos de internet com sua habilidade de escrita. E pagar boleto é importante; afinal, sem ele, você não estaria lendo o que te digo hoje. 😉

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